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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

03
Ago09

Mini-curioso

mãe Sofia

Hoje em dia, acho que só mama em condições à noite, no quarto às escuras, mesmo antes de o pôr na cama. Isto se não adormecer a meio, podre de cansaço.

   

É inacreditável a habilidade com que consegue mamar só com a boca virada para mim.

O corpo todo virado para o lado contrário, as mãos sempre a tactear alguma coisa interessante que possa aparecer, os olhos sempre em constante busca e até os pés mexem à procura de uma superfície engraçada onde os possa fincar.

Não sei com não ganha nenhum torcicolo!!

  

Eu é que não ganho para a paciência de ficar horas de mama ao léu, à espera que o meu ditadorzinho coma em condições.

   

É que mesmo no meio de tanta curiosidade, basta que eu ameace o gesto de arrumar tudo  para que barafuste imediatamente e dê mais três ou quatro chupadelas. Até se distrair outra vez...

          

19
Abr09

Manhã de pai - dia II

mãe Sofia

Deixei-lhe o copinho do único leite materno que tirei e lá bebeu uns 80ml.

   

A minha paixão em amamentar um filho é inversamente proporcional àquilo que sinto com uma bomba de leite à frente. Detesto. Abomino.

E para além disso, apesar de ter leite para dar e vender, é-me extremamente difícil tirar leite com a bomba e tenho que tirar várias vezes por dia para fazer uma quantidade aceitável.

Com o V. foi o que fiz até aos 6 meses, mas ao R. (com a falta de tempo que tenho) tinha decidido dar-lhe leite de fórmula na única mamada que precisa de fazer durante a minha ausência. Havia uns dias que lhe dava a experimentar um pouco deste leite depois da última mamada do dia (depois do banho) sempre sem sucesso, mas confesso que estava plenamente convencida que, quando a fome apertasse, comeria tudo o que lhe pusessem à frente.

Pois sim...  

   

Na 6ª feira, chegada a casa e sabendo que ele até tinha bebido relativamente bem o meu leite no biberão... esterilizei a bomba num instante, borrifei-me de oxitocina e lá comecei a fazer banco de leite.

       

Não sei se aguentarei a situação até ele fazer os 6 meses, altura em que iniciará a diversificação alimentar, mas neste momento o espírito está em levar um dia de cada vez.

    

11
Fev09

Não sei o que prefiro...

mãe Sofia

... se o filho (o mais velho) que comia a cada hora e meia, se o filho que (há já um mês) não come e só chora quando o ponho à mama.

       

Já não sei o que lhe faça... Já pesquisei, li, conversei sobre todos os tipos de cólicas e mais alguns, sobre a forma pujante com que sai o meu leite sempre que ele o puxa (talvez não o consiga beber assim..), já deixei de comer coisas específicas que lhe pudessem fazer gases, já quase que fiz o pino a amamentá-lo (para o pôr mais direito e tentar evitar um possível refluxo) e nada parece resultar.

Neste último mês contam-se pelos dedos das mãos as vezes em que mamou sem chorar desalmadamente.

   

    

E não é por falta de assunto que tenho escrito menos por aqui. Continuam as gracinhas e  rebeldias de um, os sorrisos e as descobertas que vamos fazendo no outro. Mas por muito que queira escrever coisas boas, só me apetece fazer queixinhas se não come, não engorda; se não come, não tenho leite; se sorri o dia todo por que é que berra o tempo todo em que tento que mame...

 

No meio de tanta queixa, um ponto positivo: hoje parece-me estar ligeiramente melhor...

    

21
Ago08

Do pedido de ontem

mãe Sofia

Há três meses que deixou de mamar. Do dia para a noite, sem aviso prévio, embora eu estivesse de sobreaviso para que pudesse acontecer.

   

E durante semanas, sempre que contava a história a alguém, esse alguém olhava para mim tentando procurar nos meus olhos a tristeza e o desgosto. Pior mesmo, só o olhar de coitadinha, está a tentar enganar-me  quando eu dizia que este corte não me tinha custado assim tanto.

     

E não custou mesmo!

Talvez pelo sentimento de dever cumprido já que o objectivo desde sempre foi amamentá-lo até aos 2 anos, ou então por estar já na expectativa de daqui a uns meses estar a alimentar outra cria.

  

   

Mas se até a mim me espanta a leveza com que encarei a situação, depois de tanto esforço e empenho, deixa-me ainda mais perplexa o sentimento que ficou em mim.

                

É que depois de tanta literatura sobre o vínculo afectivo e sobre a ligação única que se constrói enquanto se amamenta, a verdade é que não senti qualquer tipo de mudança na nossa relação com o fim da maminha.

Ele continua a mimar-me como sempre fez, continua a confiar cegamente em mim, continua a precisar de mim como sempre precisou.

Eu, na maior parte das vezes, esqueço-me que já não o amamento e dou por mim a pensar, por exemplo, se a dor de barriga de que ele se queixa está relacionada com alguma coisa que eu tenha comido.

      

Não deixa de ser curioso...

      

20
Ago08

Três meses depois...

mãe Sofia

Ao fim de um dia sem sesta mas cheio de amigos, piscina, petiscos, brincadeiras, disputas de brinquedos, corridas em casa e no parque,  deitei-o choramingoso com muito sono, muito mimo e muita agitação.

 

E, por isso mesmo, não foi com grande surpresa que depois de o acalmar umas duas ou três vezes no espaço de meia-hora, o ouvi pedir... maminha...

  

E perante a minha negativa Maminha? Já não há maminha... Acabou-se... respondeu-me com um convicto Há, há!! e mais uma choraminguice.

    

Não houve maminha para ninguém.

Eu até acho que já não tenho leite nenhum, mas a hipersensibilidade que se ganha nessa zona com a gravidez faz com que me arrepie só de pensar nisso.

   

Em vez disso deitei-me com ele na nossa cama (ideia dele também) e adormeci-lhe as memórias do dia que não o deixavam dormir.

 

26
Mai08

O fim da amamentação

mãe Sofia

Eu já sabia que com  gravidez o leite iria diminuir significativamente, que poderia ficar com outro sabor e que, por volta dos 4 meses voltaria a ser colostro.

  

Por isso, foi com um misto de eu-já-sabia-que-isto-ia-acontecer e de ainda-bem-que-é-da-vontade-dele que na semana passada, quando lhe dei mama antes de o deitar, ouvi:

    

Nã pesta!! 

    

Não percebi à primeira, pensei que queria a chupeta. Mas ele recusou terminantemente a mama e voltou a repetir o que tinha dito.

   

Dei-lhe a chucha, aconcheguei-o no meu colo e adormeceu assim.

   

No dia seguinte a cena repetiu-se e desde então que, quando ele pede maminha, sou eu a lembrá-lo que não presta.

E ele ouve, recorda e concorda.

   

    

Não encarava este fim com ansiedade. Afinal o filhote tem quase 2 anos. 

Sinto obviamente a tristeza de mais este corte no cordão, mas a verdade é que o desmame foi gradual e bastante natural. Para os dois.

  

Mais um passo para a independência.

   

07
Mai08

A crescer

mãe Sofia

Depois dos beijinhos ao pai e à Ginja, levei-o para baixo.

   

Liguei a música, vesti-lhe o casaco de malha, baixei o estore e fechei bem a janela. Sentei-me com ele na Cadeira da Maminha e descalcei-lhe as pantufas.

 

Subi a camisola e desapertei o soutien.

  

Não...

   

Não, filhote? Não queres maminha?

 

Não...

  

   

Abracei-o, enroscou-se e adormeceu quase instantaneamente ao meu colo, no meio dos meus beijinhos e dos meus gosto de ti.

  

Hoje foi a primeira vez... A primeira de todas as outras.

   

15
Mar08

Por um fio

mãe Sofia

Hoje à tarde, deitei-o na cama para a sesta depois de o ter embalado uns momentos ao colo, na Cadeira da Maminha... mas sem lhe ter dado e sem ele ter sequer pedido para mamar.

      

Há uma primeira vez para tudo... E o dia aproxima-se a passos largos.

   

Hoje em dia já só o amamento duas vezes por dia. Quando o deito e uma vez durante a noite.

Mas, sem premeditações, apenas porque calhou, já cheguei a passar dois ou três dias seguidos sem lhe dar mama.

Há vezes em que chegamos a casa já depois de jantar com um filhote adormecido e que, por isso, já não mama. E também há aquelas vezes, cada vez mais frequentes, em que dorme a noite toda seguida sem acordar para mamar.

   

E assim o leite vai escasseando e a nossa amamentação está por um fio.

  

Sem pressas e ao ritmo dele...

       

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