"Então, e dás-te bem com o teu irmão?"
A pergunta tem surgido algumas vezes nos últimos tempos.
[Na verdade, agora que penso nisso, é uma coisa de médicos. Quando o mais novo foi a uma consulta de rotina, quando o mais velho teve varicela e hoje, quando o mais novo foi a uma consulta de ligação (para a entrada no 1º ano) e mais uma vez a questão surgiu pela boca da médica.]
Respondem invariavelmente, quer um, quer outro "Nem por isso... O meu irmão está sempre a chatear-me!"
E eu sorrio porque é verdade... e não é.
É verdade que discutem muitas vezes. Que se picam e disputam e chateiam e zangam.
E porquê?
Porque não se largam.
Porque onde um está, está o outro. Brincam com os mesmos brinquedos, às mesmas brincadeiras, têm os mesmos interesses, brincam sempre no mesmo espaço - às vezes quase em cima um do outro, mesmo que haja espaço sem fim. E mesmo quando me canso se ouvir implicações entre eles e os mando cada um para seu lado, cinco minutos depois já estão juntos outra vez.
[E hoje, que fiquei com o mini o dia todo à custa daquela consulta de hora e meia mesmo a meio da manhã, ouvi perguntar muitas vezes "Quando é que o mano chega?"]