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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Lentamente,

 preparamos as nossas vidas para a mudança.
Temos o chão coberto de caixas, de sacos e de objectos de categoria indefinida que não sabemos bem onde colocar.
     
Já voltámos aos candeeiros de casquilho e lâmpada e a luz amarelada que surge cá em casa quando o Sol se põe, relembra-me os primeiros tempos de vida comum. 
Durante largos meses vivemos cá em casa com o colchão insuflável, os sacos-cama e a mesa do campismo. Muitas vezes, ia buscar o pai João à noite ao trabalho e trazíamos para casa uns hamburgueres para jantar. Muitas vezes, piquenicámos fast-food, já fora de horas do jantar, sentados à beirinha do colchão que ia sendo mudado de divisão em divisão ao sabor das pinturas.
   
Este ar de casa de pântanas, meia  vazia, traz-me à memória a alegria que me enchia por estar a viver com o meu amor, a alegria de ir construindo a nossa casa, as coisas compradas uma a uma com o dinheiro (mais do que) contadinho, e o cheiro a novo com que tudo entrou nas nossas vidas.
        
Somos felizes!
     
E mesmo que às vezes os acontecimentos não se desenrolem como pretendemos, que  haja precalços pelo caminho, que me chateie com certos serviços ao ponto de ir às lágrimas, as estrelas acabam por se alinhar.
   
A mudança de uma casa para outra está prestes a acontecer.
   

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