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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

5 anos de ti

  

       

Um.

Cinco anos a relembrar o que te desejámos e a gravidez doce que vivemos pela primeira vez. A ter saudades de te sentir dentro da minha barriga, a lembrar como foi pôr-te neste lado do mundo. Como é possível serem memórias tão acesas, tão palpáveis? Cinco anos a recordar como foi sabermos que vinhas aí e a felicidade total por te termos nos braços.

    

Dois.

Cinco anos de aprendizagens e de etapas. Todas com sabor especial, vividas com intensidade e emoção. Cinco anos de perguntas curiosas e de teorias inventadas por ti. Cinco anos de uma vontade voraz de conhecer o mundo e de perceber como tudo funciona. Quem foi o primeiro homem? Como é que se vai saber porque é que os dinossauros desapareceram? Porque é que eu não sou baptizado? Porque é que há areia no fundo do mar? Porque é que não podemos ir a Nova Iorque? Vou ser médico de animais durante a semana e depois vou ser palhaço ao sábado e paleontólogo ao domingo.

Estás a um passo de começar a ler e fazes raciocínios de Matemática que nos deixam de boca aberta. Já só me sobram 4 bocadinhos de douradinhos. E quantos tinhas quando começaste a comer? Tinha dez! Isso quer dizer que já comeste quantos? ... ... Seis.

     

Três.

Cinco anos do coração mais puro que conheço. Do amigo que sabe mesmo o que é a amizade e lhe conhece o valor. Do menino que sabe o que é lealdade sem conhecer a existência da palavra. Cinco anos a mostrares-te preocupado com os amigos e com a família. A quereres sempre estar perto de todos e a envolver tios, primos, avós e amigos em tudo o que fazemos. Podemos convidar os meus amigos para virem à nossa casa? Quando é que voltamos a casa dos avós? Quando é que o Miguel e a Ana me levam a passear? O Gui porta-se mal, ele não deve ter muitos amigos, ó mãe, mas ele tem alguns amigos, porque é que ele tem amigos se é sempre tão mau para eles? 

 

Quatro.

Cinco anos de alegria. De ti que tens um riso inconfundível, que estás sempre pronto a divertir e a divertir-te. Que fazes espectáculos quase todos os dias e que adoras vestir os teus disfarces e brincar casa fora ao faz-de-conta. Que desenhas e pintas folhas, cadernos, rolos... e que penduras tudo pelas paredes de casa fazendo exposições itinerantes, porque vão mudando de sítio, mas permanentes, porque dificilmente te conseguimos arquivar as obras. Cinco anos de criança que pisa o risco de vez em quando e que, com o crescimento do irmão maravilha que é um pequeno furacão, também se vai soltando mais e arriscando mais em novos disparates. Cinco anos de um miúdo saudável.

   

Cinco.

Cinco anos de amor. Do amor mais profundo que alguma vez poderíamos conhecer. De admiração. De corações sempre abertos, prontos a dar e a receber. De corações apertados por te querermos evitar todos os males, todos os sofrimentos.

  

Hoje o dia é de festa, mas na verdade, tanto eu como o pai sentimos todos os dias da tua vida como um privilégio e uma honra por te termos como filho. Hoje é só mais um dia de tantos outros.

  

Parabéns, filhote!

  

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