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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Dias de namoro

Há uma semana que não ficávamos só os dois em casa.

A partilhar a cama de manhã, a fazer miminhos e ronhonhós o tempo que nos apetece, a conversar os nossos assuntos, a mamar sem pressas e distracções, a poder descansar sem ser acordado repentinamente pelos guinchos do irmão ou de brinquedos a cair no chão.

    

E quando penso que depois de hoje só nos restam mais dois dias assim, é difícil as lágrimas não caírem.

    

A culpa é certamente minha que crio os filhos assim agarradinhos a mim. Minha, que preciso de tempo para gozar os filhos, um de cada vez, sem pressas e sem partilhas.

Que deixo o V. centrar nele todas as atenções, que insisto em não lhe ligar a televisão para me deixar cantar e brincar só com o R., que cedo sempre e dou mama ao mesmo tempo que faço puzzles e leio histórias e respondo a perguntas que nunca têm fim...

      

Tenho um prazer imenso em estar com os dois filhos... Em lhes proporcionar momentos de descoberta um do outro. Entrego-me totalmente às conversas, histórias, brincadeiras, explorações... com o V.. E amo cada bocadinho.

Mas o mais novo, que raramente reclama atenção e quando o faz só precisa de um colo para estar satisfeito, também precisa de tempo exclusivo. Também precisa que lhe cante, que lhe leia histórias e que brinque com ele.

    

Sexta-feira vou passar o dia fora e, a partir daí, começam as férias da Páscoa e depois das férias, volto ao trabalho.

E estou feliz com as férias. Por poder estar sempre com o V., por poder gozar a companhia do pai João (e este ano, com o mestrado dele temos tido tão poucos momentos só para nós), por ter a família toda junta em casa.

  

Mas vou deixar de ter estes dias em que namoro exclusivamente o filho mais novo.

E isso mói-me... e dói-me.

   

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