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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Quem não sente não é filho de boa gente

É extremamente mimoso e preocupado com o mano. Sempre que chega a casa pergunta por ele, se lhe perguntam se podem levar o mano responde que não, que é nosso. Dá-lhe beijos e mimos até mais não e, se ele chora, assusta-se e pede-nos logo para lhe pegarmos ao colo. Se o mano insiste em chorar exige que lhe façamos festinhas.

  

   

Mas ele sente a invasão. A perda da exclusividade.

O mano tanto tempo ao meu colo, tantas vezes pendurado na minha mama. As tarefas quase todas feitas com o pai, que eu estou ora ocupada, ora a guinchar com dores nas costas; as rotinas totalmente alteradas; as horas passadas em casa dos avós; o entra e sai de visitas que vêm ver o menino, ai que fofinho e tão pequenino...

Já o viu deitado comigo na nossa cama e já ouviu várias vezes o espera só um bocadinho que agora tenho as mãos ocupadas.

  

Por isso desafia e provoca sempre que pode e, se o ignoramos, chama para mostrar o disparate com o ar mais safado que consegue arranjar. Fala alto, muito alto e, no meio das conversas com as visitas, grita e berra por mim só para me mostrar ou dizer qualquer coisa sem importância. E chora... Um choro sentido e que lhe sai à mínima contrariedade ou reprimenda. 

     

E eu espero apenas ter a inspiração e sapiência para saber gerir a partilha.

É que a mim também me dói. Porque imagino a dor dele. Porque eu, que sou adulta e tenho outro filho tão lindo e tão fofo e tão amado, também sinto falta dele...

Das brincadeiras e conversas a dois, das 500 histórias lidas de seguida e das horas perdidas de volta dos jogos e dos puzzles. Do tempo em exclusivo e dedicado só a ele.  

           

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