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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Sono

Continua a ser adormecido todos os dias ao colo e não são raras as vezes em que é transferido para a nossa cama quase ao amanhecer.

 

Eu vou estabelecendo datas para começar a tentar que adormeça sozinho na cama (nas férias da Páscoa, quando acabasse o mestrado, quando dormisse uma semana em condições, quando vierem as férias...) mas acabo por ir adiando por várias razões sendo a principal o prazer que é tê-lo enroscado no meu colo, a fazer-me festinhas nas mãos, até adormecer.

 

É que é tão bom.

É mesmo bom enroscar-me nele e ficar a vê-lo, adormecido. Encostar o meu nariz à sua pele e cheirá-lo. Dar-lhe beijinhos ao de leve e sentir-lhe a respiração.

 

Olho, miro, remiro, memorizo-o assim.

Cresce de dia para dia e eu sei que um dia vou ter muitas saudades destes momentos.

Ó mãe, o que é sustentar?

Ontem, num atelier dos tempos livres da escola, aprendeu a brincar ao Que linda falua. Adorou e passou o resto da tarde a cantar a música e a contar pormenores de todas as vezes que fez o jogo com os amigos.

   

Entretanto já pintou com balões, fez colagens com conchas e pasticinas, ouviu histórias e experimentou tai-chi.

   

Family

Ontem houve um problema com a marcação de uma aula do Gymboree do mini e a solução dada, no lugar de mandar toda a gente para casa, foi fazer uma aula Family com o pai, o mini e o filhote crescido, que tinha ido só para assistir. Divertiram-me imenso e eu fiquei cheia de pena de ter ficado presa numa reunião.

O pai João vinha satisfeitíssimo por ter tido uma aula com os dois filhotes ao mesmo tempo, o mini adorou a experiência de ter tido o mano com ele e o filhote crescido matou as saudadinhas todas que tinha do espaço e das pessoas. Ficámos, uma vez mais, surpreendidos com tanta simpatia, profissionalismo e respeito.

 

 

Há 3 anos e pouco que vamos ao Gymboree. Primeiro com o filhote crescido (que ainda vai pontualmente) e agora com o mini. É sempre tudo tão fantástico, tão mágico e tão agradável, que já estive, em mais do que uma ocasião, para lhes escrever uma carta de agradecimento. Só para que saibam o quanto apreciamos o seu trabalho e o quanto contribuem para o crescimento dos filhotes.

Acho que desta vez não pode passar.

 

Há sítios que são realmente mágicos.

Este é um deles.

Balanços - I

Ontem, sem eu dar conta, acabaram as minhas mini-férias do mestrado.

 

As aulas acabaram no início de Junho e no dia 7 (de Junho) entreguei o último trabalho. O último!

Nem saboreei bem o momento porque quando cheguei a casa o mini ardia em febre e depois foi a convulsão do mini, e o internamento do meu avô e as notas das provas de aferição dos meus outros filhos e a sua despedida (estes foram os miúdos que acompanharam o nascimento e o crescimento dos meus dois filhos e me viram fazer um mestrado pelo meio). Acabaram o 4º ano (muito, muito trabalho meu e deles) e para o ano vou ficar sem eles mas já tenho prometida uma nova remessa que parece... fresca.

 

Entretanto tenho estado à espera das últimas notas, tenho pensado no tema da tese e num outro desafio que me fizeram. Tenho brincado muito com os miúdos, tenho passeado aos fins-de-semana, tenho dormido mais do que 3 horas por noite e tenho tentado restabelecer o equilíbrio. Não é tão fácil como seria suposto.

 

Demora a conjugar tudo outra vez porque foi um esforço enorme. Meu e da família toda.

Foi, no entanto, para mim, um prazer enorme voltar a estudar, voltar a aprender formalmente e testar-me. Eu sou professora, mas podia muito bem ter sido aluna toda a vida, e só o gosto por saber sempre mais explica que tenha conseguido, mesmo na circunstância de mãe galinha de dois sub3, que todas as notas tenham ficado entre o 15 e o 18.

 

Gostei mesmo. Tive momentos de querer desistir (Janeiro então, foi um mês dramático) e alturas de desespero puro por não conseguir cumprir bem todos os papéis que me estavam atribuídos. Principalmente o de mãe, que eu gosto de acompanhar (e intervir em) tudo, tudo da vida deles. Mas olhando para trás... foi um desafio muito, muito estimulante. Fui feliz em tantos momentos.

 

Ontem tive uma reunião com a minha supervisora da tese.

Eu achava que seria uma coisa levezinha, só para acertarmos datas e coisas pequenas. Pois...

Dezasseis (16!!!) pontos numa ordem de trabalhos e um brainstorm que me queimou os poucos fusíveis que restavam. Foi um choque mas percebi claramente que o período de descanso terminou.

A fase seguinte começa agora e as estrelas já se vão alinhando para permitir que os planos que vou traçando se vão cumprindo. Há papelada para entregar até ao fim deste mês e muita coisa para planear para o próximo Setembro.

 

 

Mas eu não sou a única a fechar um ciclo e a começar um novo por estes dias.

Amanhã o mais crescido terá o seu último dia de escola. O último dia do primeiro ano lectivo na escolinha dos crescidos. Que orgulho!

E será também a festa de encerramento do ano lectivo na creche do mini. O primeiro ano na escolinha que viu o mano crescer desde os 5 meses e que verá este mini-filhote crescer por mais uns anitos.

Há mais balanços a sair, portanto...

Ciência ao vivo

O ano passado, em Aveiro, aproveitámos com os avós um passeio até às salinas para observação de aves.

Confesso que observação de aves não é uma coisa me entusiasme muito (ao contrário do pai cá de casa) mas o passeio foi fantástico e ainda hoje o filhote pergunta quando podemos voltar a ir às montanhas de sal. E, apesar da muito tenra idade, aposto que o mini também gostou da passeata.

 

Na verdade, os avós fartaram-se de participar em iniciativas e nós ficámos com pena de não nos termos inscrito em nenhuma.

(Parecendo que não, participar em coisas destas, inseridos num grupo, com os filhos de 6 meses e 3 anos às costas amedrontou-nos)

 

Este ano ainda não vi o programa todo, mas já sei de umas 4 ou 5 em que nos vamos inscrever.

 

Aproveitem aqui.

 

Quem o quer ver a rir e bem disposto...

... é só abrir-lhe a porta da rua.

 

E deixá-lo escarafunchar a terra da mini-horta no quintal, deixá-lo usar todas as ferramentas que tem na bancada (de brincar!), entrar e sair da casinha vezes sem conta, dar pontapés a uma bola e encher camiões e camiões de areia e pedrinhas.

 

Ou largá-lo no parque infantil aqui em frente para que trepe pelas redes disponíveis, use o escorrega a seu bel-prazer, corra na relva com ou sem bola ou faça olhinhos às vizinhas.

 

Uma palavra para este mini-filho: laréu!

Ainda bem que vivemos aqui.

 

Da pneumonia à juventude

O meu avô, 87 anos, pregou-nos um grande susto e esteve internado mais de um mês no hospital. Andámos todos de coração nas mãos e eu, adepta de dizer sempre a verdade, contei ao filhote logo desde o início, altura em que o prognóstico era muito mau, que o bisavô estava muito doente.

(A versão criada por ele incluía um micróbio muito mau que lhe tinha feito uma graaaande constipação.)

Soube de todas as vezes que o fui ver ao hospital e chegou (chegaram) a ir comigo ao hospital e a esperar por mim na sala de espera.

 

Na sexta-feira passada o meu avô voltou (finalmente) para casa e foi o pai João que lhe disse que o bisavô Zé estava melhor.

 

Ele está melhor?

 

Sim, já está quase bom.

 

E agora ele já não é velhinho?

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Autonomia

Desde 6ª que tem feito todas as refeições pela própria mão.

Sopa, segundo prato e fruta. Papa, iogurte, pão, bolachas, água...

(O segundo prato ainda está tremido e por isso, apesar de insistir, voltei, há umas semanas, a pôr-lhe a carne, o peixe ou o ovo na sopa.)

 

Senta-se muito direito e come tudo com uma rapidez incrível (habituados nós à... à... calma... do mais velho) e sem se sujar assim... muito.

 

Está tão crescido!!

E lindo!

 

Alta

De facto, o tempo acaba por aliviar muita coisa. É claro que a destreza física dele também ajudou e às vezes damos por nós a pensar que até seria bom que ele não tivesse tanto desembaraço para pôr em prática as maluqueiras que lhe passam pela cabeça.

 

Há um ano atrás ainda tínhamos o coração aos saltos com o despiste de uma provável paralisia cerebral e levávamo-lo todas as semanas à terapia ocupacional e ao sem número de consultas de seguimento de pediatria, neurologia e ortopedia.

Entretanto a ressonância magnética só tinha para mostrar um cérebro perfeitinho e o movimento do braço esquerdo foi, aos poucos, ficando parecido com o do braço direito.

 

Ao longo do ano recuperou de tal forma que acabou por ter alta da terapia ocupacional e da neurologia. Faltava só o último veredicto da ortopedia.

No final de Junho foi à consulta. A assimetria já não se nota e teve direito a alta.

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