Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Multitasking

Acabar um grande trabalho para entregar amanhã com um bebé ao colo com uma birra medonha. De sono, de tosse, de má respiração...

Duas horas inteiras a chorar e eu a escrever ao computador, a acalmar, a pensar, a passear, a consultar livros, a cantar, a rever, a sussurar...

A desesperar...

 

As mães são seres sobrenaturais...

 

É que sabes? Eu gosto mesmo muito de palhaços!

A conversa começou com a pergunta, mais do que pertinente, Ó mãe, mas porque é que os constructores são todos Bobs?

 

Depois evoluímos para as profissões.

 

Quando o assunto já estava mais ou menos debatido e já tínhamos corrido as profissões todas da família, perguntei-lhe Então e tu? O que queres ser quando fores crescido?

 

Eu? Ó mãe, eu quero ser palhaço!

{#emotions_dlg.clown}

Mudam-se os tempos...

O filhote crescido só experimentou carrosséis no ano passado. E eu lembro-me de criticar quem punha as crianças tão pequeninas nos carrosséis, coitadinhas...

 

O mini filhote, 17 meses, estreou-se esta semana. E ontem repetiu a dose.

 

E o que ele gostou de ir sentado no carro, ao lado do irmão, agarrado ao volante?

É que até tremia e dava gargalhadas! E ooooooolá cada vez que passava por nós!

 

Que espectáculo!

Os dias deviam ser todos assim

Ontem, de manhã, um foi ao futebol e outro à ginástica. Almoçámos com os avós e fui com o filhote crescido ver os dinossauros (espectáculo, espectáculo, espectáculo!). O mini filho ficou às voltinhas com o pai.

Depois viemos a casa e os filhos só entraram para beber água. Parque infantil, triciclos, trotinetes e vizinhos.

Seguimos para a feira e para os carrosséis. Farturas, passeio e jantar com os compadres e os filhos todos.

 

O mini filho adormeceu no carro, ainda mal tínhamos saído do parque de estacionamento. Eram 23 horas.

Só acordou às 6h para mamar e beber um biberão e depois deixou-nos dormir até às 9h.

 

Os dias deviam ser todos assim, felizes.

 

As noites também. Descansadas.

{#emotions_dlg.tongue}

No fundo, é um dia igual aos outros

Mini-filhote - 17 meses

Esteve aos saltos no meu colo grande parte da tarde, esfrangalhou-me o telemóvel e caiu duas vezes do sofá.

 

Filhote - 47 meses

Pediu para desligar a televisão para poder brincar aos teatros, sem distracções, no tapete da sala. Depois de fazer éne vezes o espectáculo da Vila Moleza (a que assistimos e que ele agora reproduz cá em casa) pediu para ver o filme do Nemo.

Agora acabei de o ouvir contar peças de um jogo até ao 39.

39?!? Ainda há pouco tempo se confundia nos números entre o 17 e o 20...

17 meses

Chegar, ver e vencer parece ser o seu mote de vida. Observa tudo com imensa atenção e nunca se faz rogado a experimentar, sempre com a convicção de que vai ser capaz de fazer igual.

 

Hoje a creche comemorou o Dia da Família e a primeira coisa que me disseram quando o fui buscar foi como muitos pais que lá estiveram em actividades durante a manhã ficaram admirados com o espírito aventureiro dele. Parece que montaram uma estrutura e que o mini trepou, subiu, explorou, aproveitou para se baloiçar e até para saltar.

Sim, nós sabemos como é...Basta vê-lo no parque aqui em frente onde utiliza o escorrega (mais alto do que eu) praticamente sozinho. Sobe, senta-se e escorrega. Ou como guincha para as bicicletas dos miúdos crescidos onde o sentamos e ele, muito direito e orgulhoso, passeia uns metros. Se guinchar para as bicicletas mais do que 3 segundos sem ninguém lhe dar atenção, trepa,sozinho. Um pé logo no pedal ali mais perto, uma mão na corrente, e o sério risco de lhe cair tudo em cima.

 

Está um vivaço!

As palavras continuam a não ser muitas, mas percebe tudo, tudo tudo. Ontem magoou-se no piso de baixo. Ouvi-o chorar mas foi o pai que tratou do assunto porque estava com eles. Quase uma hora depois, veio para cima e, assim que o vi, perguntei-lhe Então, filhote, magoaste-te? E ele levou a mão à cabeça e explicou tudo na língua que é só dele.

 

Já come sopa, segundo prato e fruta. Já come pratadas de papa iguais às do irmão. Já bebe água de um copo normal.

Ontem andou, pela primeira vez, de carrossel. E gostou!

 

Felizes 17 meses, mini-filhote do meu coração!

47 meses

A um mês do 4º aniversário, contou a uma senhora no café que vai fazer anos no dia 14 de Junho e que vai ter um bolo de chocolate com um dinossauro. Um braquiossauro, diz ele...

Ainda bem que eu estava lá e tomei nota!

{#emotions_dlg.tongue}Na verdade, acho-o tão alto e tão crescido nas brincadeiras, nas ideias e nos pensamentos, que me parece quase ridículo falar em meses. Por muito que me custe, por muito que queira atrasar o tempo, por muito que ainda deseje tê-lo nos braços e enchê-lo de beijos à minha vontade (sem que ele tenha pressa para ir fazer outra coisa qualquer, mais importante) o meu bebé está um crescido.

Ontem quando o vi a subir um escorrega no parque, voltei a ver-lhe as feições de bebé. O mesmo nariz, as mesmas bochechas, a mesma covinha no sorriso que lhe ocupa a cara toda.

 

Está tão lindo...

Este também vai para o teatro

Ontem arrastou uma cadeira até à estante para tentar chegar às prateleiras dos meus relógios, que normalmente lhe ficam fora de alcance. Subiu, empoleirou-se, esteve, desceu, voltou a subir e assim esteve numa infinidade de tempo. Numa das vezes em que desceu da cadeira, a dois centímetros do chão, caiu e magoou... o ego.

 

Encostou a cara ao chão, espetou o rabo e ali ficou a choramingar só de garganta.

 

Fui ter com ele e levantei-o. Beijos, miminhos, oh coitadinho!!, abracinhos, magoaste-te filhote?, mais beijinhos, oh meu amor...

 

Ficou feliz e em três tempos o ego recuperou. Voltou para o chão e para a brincadeira da cadeira.

 

Subiu, olhou para mim, desceu e, já no chão, voltou a cruzar os olhos com os meus e atirou-se para a tijoleira.

Assim que me aproximei, abriu os braços, aninhou-se no meu colo e escostou a cabeça no meu ombro.

 

Manhoso!

Mini-manhoso!

 

Nós fomos...

Estava estipulado pela escola que eu iria acompanhar os meus "outros filhos" até à Avenida para ver passar o Papa.

À última da hora, e muito por causa da quantidade infindável de questões que me tem posto sobre o Papa, sobre a Igreja e sobre as estátuas da Igreja, fui buscá-lo à sala dele e levei-o comigo. Connosco, que éramos muitos.

 

Esperou pacientemente mais de meia hora pelo Papa automóvel. Bateu palmas, como todos os outros à nossa volta, e veio contente com o senhor vestido todo de branco num carro todo branco. Que lhe disse adeus e a quem bateu palmas.

E é claro que também se perdeu de amores pelas motas da polícia e pelos helicópteros que andavam no céu.

 

E eu, que lhe vou respondendo a todas as perguntas da melhor forma que sei, que quero que ele cresça livre e acredite no que bem entender, (que nunca imaginei ir ver um Papa,) começo a ficar atrapalhada com a profundidade das perguntas que às vezes faz.

O mini-filho...

... passou a imitar todos os animais possíveis e imaginários. Imita todos, todos, todos, desde o peixe ao lagarto, passando pela cobra e pelos dinossauros.

 

Mas hoje, além de o ver muito entusiasmado com os seus bichos, comecei a vê-lo também interessado em repetir sílabas das palavras.

 

Será que é agora que vão começar as palavras a sério?

 

Força miúdo!

{#emotions_dlg.tongue}