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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

14 meses (e cinco dias)

A julgar pela independência que mostra, pela forma como se esgueira do nosso colo para ir para o chão brincar e pelo desprendimento com que nos larga na creche, ninguém diria que depois, na hora de dormir, se aninha consolado ao nosso colo, encosta a testa ao nosso queixo e nos festeja as mãos até adormecer.

       

É um poço de ternura e meiguice... mas bem disfarçado.

    

Continua a colar o seu corpo ao nosso sempre que lhe damos o colo pedido, a deitar a cabeça no nosso ombro com ar de agora sim, estou em casa, e eu continuo a achar que ele ronrona nos momentos em que nos procura para o mimo. 

              

Tem quatro molares em erupção (e a palavra designa explicitamente o que lhe está a acontecer às gengivas, em ambos os lados dos dois maxilares) e as noites muito longe de serem perfeitas.

A boa notícia é que esta semana passou a aceitar um biberão de leite durante a noite, o que faz com que, nas mil vezes em que acorda, o consiga sossegar só com mimo, em vez de o deixar estraçalhar os meus mamilos já em ferida.

    

Esta noite acordou aos gritos e acalmei-o só com festas no cabelo. Os dois enroscados no quentinho da cama e com o meu nariz colado ao seu cheirinho a bebé.

Juro que me souberam melhor a mim do que a ele.

          

É o filho mais novo mais lindo de todos os mundos. O mais simpático também.

E o do sorriso mais bonito.       

      

O nosso Carnaval

Usando como desculpa um baptizado a que íamos no domingo de Carnaval (e Dia dos Namorados e, assim sendo, dia também do Francisco) aproveitámos para fazer uma escapadinha a quatro.

    

Partimos ainda na sexta (12) e ficámos numa quinta fantástica em Constância, com pequenos-almoços divinos, pessoas sempre disponíveis e amáveis, e pormenores de decoração cheios de romantismo.

O tempo não esteve realmente de feição (e andar à chuva e ao frio glacial com cachopos pequenos é obra), mas ainda assim passeámos e divertimo-nos bastante.

      

    

Fomos ao Castelo de Almourol, ao Convento de Cristo, à beirinha do Tejo em Constância, ao Horto Camoniano... e passámos uma tarde de chuva a jogar bowling (xitex descomunal do filho mais velho!!) com amigos.

     

Ontem voltámos ao trabalho e pior do que lidar com a minha vontade de prolongar ad eterno os dias que lá passámos (com mais calorzinho, é certo) é ouvir o filhote crescido a perguntar insistentemente, todas as manhãs, por que razão não voltamos para o hotel. Mas por que é que não podemos ir de férias outra vez?!?

      

Foi bom! Muito bom!!

     

Carnaval

         

  

O fato do mini foi comprado a pensar na dupla fantástica de palhacinhos que ia ter, mas à última da hora o filhote pediu para, além de palhaço, ser também cavaleiro e a mãe não resistiu.

  

Na sexta-feira, dia de desfilar as máscaras pelas respectivas escolas, vesti o mini de palhaço e o filho crescido quis ir de cavaleiro. So be it!

   

Estavam lindos, lindos, lindos!!

       

Manos

Brincadeira a dois, risota conjunta e mãe satisfeita.

 

De repente:

   

Ó mãe!!!!! Ele tá a comer o meu desenho!!!

   

Ainda não sei se registe isto aqui...

Eu juro que andava para fazer um post sobre o quão satisfeita estou pelo facto de o filhote estar na mesma escola em que eu e o pai trabalhamos. Eu que era tão reticente e equacionei tantas vezes uma série de outras hipóteses.

     

Mas hoje...

  

Hoje, o pai entrou no refeitório:

  

Ó professor João, então o seu filho anda a dar beijinhos com língua às meninas??

  

Como é que é?

  

E quando ralhei com ele, respondeu-me: mas os pais também fazem!

      

Era um buraquinho, se faz favor... 

Acho que nos próximos dias vou evitar a zona...

          

E sim, eu sei que isto vai acontecer mais vezes.

     

O tempo perguntou ao tempo...

[Enquadramento: o filhote só pode comer doces ao fim-de-semana e, como a família gosta sempre de ajudar a manter rotinas e regras (not!), o meu tio ensinou-o a dizer que na semana dele só havia sábados e domingos.]

 

Ontem, no carro, a caminho da escola:

  

Que dia é hoje?

  

Quinta-feira.

  

E porque é que não é sábado?

      

Ó filhote, porque os dias da semana são sempre assim, uns a seguir aos outros, não se podem escolher.

       

Mas eu queria que fosse só sábado, domingo, sábado, domingo, sábado, domingo...

       

Olha, sabes? Também eu!

     

E porque é que não pode ser?

    

Porque não somos nós que mandamos nisso...

       

Então quem é? É o tio?

        

Quase que chorámos a rir!!

  

            

E nem a propósito, muitos parabéns, tio!!