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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Rua Sésamo ao vivo

Eu gostei, ele gostou muito e, embora sem perceber bem o enredo, delirou com as cantorias e as danças das personagens que conhece tão bem.

 

A cara e a excitação com que acompanhou e comentou tudo são impagáveis!

 

      

Foi uma estreia neste tipo de espectáculos e correu tudo muito bem, com excepção de um momento mais tremido. No início da segunda parte deu (de livre e espontânea vontade) um aperto de mão ao Ferrão e arrependeu-se logo em seguida quando lhe sentiu a mão peluda.

Agarrou-se ao meu pescoço, ainda pediu duas ou três vezes para ir embora, mas assim que o Ferrão voltou para os bastidores, concentrou-se no palco e esqueceu o encontro imediato.

Já no carro, à ida, dizia que não queria que o Poupas lhe desse lambidelas (?!?!).

     

Fartou-se de falar do concerto do Poupas durante o resto do dia e amanhã já tem novidades para contar na escolinha.

      

Depois do Pai Natal da Coca-Cola...

No carro no meio de uma conversa sobre o mano, que há-de chegar por altura do Natal:

  

Quem é que vem no Natal?

(Esperando que a resposta seja "o mano").

     

O Pai Natal!! Oh, oh, oh!!

     

Ai é? E o que vem o Pai Natal fazer?

   

Vem dar pendas.

   

Vem dar prendas? A quem?

   

Aos meninos.

  

O Pai Natal vem trazer prendas aos meninos? Quais meninos?

  

O Pai Natal não, mãe! A Leopoldina é que dá pendas!!    

        

O que aprendem na escola...

 

Levo pijamas e toalhas aos homens da casa que que tomam banho e entretanto sento-me a fazer chichi. Ele, que me observa atentamente, atira:

  

 

Mamã, tu tens pipi?

 

       

Entre a supresa da pergunta, lá lhe digo que sim e, na expectativa de continuar a conversa,  pergunto se ele também tem.

Mas, em vez de me responder, revela o que parece ter sido a descoberta do dia:

  

 

A Biatiz tem pipi!

(A Beatriz é uma amiguinha da escola.)

Conceitos

Ontem entrámos num sítio onde um militar fardado nos fez continência e pediu para deixarmos uma identificação. Entregámos os cartões de contribuinte e assim que nos afastámos o filhote perguntou:

    

Quem era?

   

E como demorámos a responder, ainda ocupados a arrumar as carteiras, chegou ele à sua própria conclusão:

   

Era um pirata!

 

De molho

Com a chegada a sério do Outono, a minha alergia respiratória resolveu intensificar-se e arranjar como companhia uma grande constipação.

 

Hoje fiquei em casa a tentar recuperar e o meu descanso (entre muitas outras coisas) foi este:

 

   

A mini-roupa está toda lavada, dobrada e arrumada (com excepção de três ou quatro peças com manchas que não se comoveram com o tira-nódoas especial) e já está separado o que é para levar para a maternidade.

Lençóis e fraldas estão também passados a ferro, dobrados e arrumados à espera do seu (novo) dono.

  

Houve ainda tempo para despachar muitos dos episódios de séries que ocupavam a memória da box, para uma sesta pequenita, para compras online entregues logo no final do dia e, mais importante de tudo, tempo para me sintonizar com o mini-filhote.

Para conversar com ele, para o admirar e sentir nas suas ocupações intra-uterinas... para o imaginar.

   

Preciso de mais dias assim...

Sem estar doente, claro.

     

E depois há aquelas gracinhas...

... que não fazemos ideia de onde vêm e que, depois do primeiro segundo em que nos rimos a bandeiras despregadas com a saída tão inesperada, nos apercebemos que não têm graça nenhuma.

Entretanto, ele já percebeu que teve piada e já repetiu o feito pelo menos uma meia dúzia de vezes.

         

        

Neste fim de tarde, chegamos à bomba de gasolina e colocamo-nos na fila onde já estão uns quatro carros.

 

Ele espreita e, do meio do escuro, ouvimos-lhe a vozinha indignada:

   

Oh boneca, sai da frente!!

 

     

        

Volto a sublinhar a parte do não fazemos ideia de onde vem tal expressão.  

        

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