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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

S. Martinho

Foi um S. Martinho de arromba!
      
A mãe Sofia fez-nos uma surpresa; levou-nos a um sítio que, há algum tempo, gostaria de visitar.
Assim, juntei a curiosidade de ver o local com a presença da mais preciosa das companhias: a mãe Sofia e o filhote.
       
A sugestão veio de uma amiga dos blogs
Tratava-se da comemoração dos 129 anos do Jardim Botânico e do 1º ano de existência do Lagartágis, a exposição de borboletas.
     
   
Nós aproveitámos para rever o Museu, o Jardim Botânico e o Borboletário. Foi uma bela passseata e voltaremos na próxima Primavera quando houver mais espécies.

        
PS: para terminar a manhã fomos almoçar ao Pasta Caffé e o menino, que nem tem comido bem em casa, comeu a sopinha dos grandes sem pestanejar! 
Boa filhote, viva os restaurantes!

E depois da excitação de tanta actividade...

... chegámos a casa já depois das 19h com um Belo Adormeci(díssm)o no banco de trás.
   
Não trocou de roupa, não tomou banho, nem jantou.
Mamou sem acordar e pu-lo na cama.
   
Voltou a mamar perto da meia-noite... e só voltou a abrir a pestana perto das 7h da manhã!
   
       
Depois disto, valerá a pena continuar a enchê-lo de sopa ao jantar, na esperança que não tenha fome durante a noite?!?!?
     
      
Fihote, podes repetir por favor?? Todas as noites??
Pleeeeeeeeeeeease!!!!!!!!!
  

Ontem,

saí mais tarde do trabalho (não resisto, fui ver o Bugs Bunny on Ice com os meus cachopos da escola) e o pai João ficou encarregue de ir buscar o filhote à escolinha.
  
Apanhou-o depois do lanche e, enquanto esperavam por mim, foram a um Jardim Municipal (que existe lá perto) e à Quinta Pedagógica.
Passearam, investigaram folhas, cascas de árvores e pedrinhas, foram ver os animais e ainda deram ervinhas às cabrinhas.
  
Agora, quem é o filhote mais sortudo do mundo?!?
        

A fase dos disparates...

... chegou e instalou-se!
   
A curiosidade de explorar tudo, de todas as formas possíveis, faz com que haja, por exemplo, papel higiénico a forrar vários metros quadrados do chão da casa-de-banho; com que haja, por exemplo, uma escova dos dentes a meio milésimo de segundo de ser totalmente enfiada no ralo do bidé; ou que haja, por exemplo, unidoses de soro fisiológico debaixo da cama, dentro da caixa dos brinquedos, no roupeiro e pelo chão, transformadas em fantásticas armadilhas para alguém escorregar...
   
Ou cereais espalhados pelo chão da sala; ou fatias de queijo comidas, depois de serem meticulosamente lambidas pela Ginja; ou a reutilização feita pelo filhote de objectos que já estavam no eco-ponto (lixo, portanto)...
        
Ou um livro a secar o lavatório, depois de ter sido enfiado numa banheira cheia de água; ou uma mão mergulhada numa poça de xixi de Ginja, acabadinha de fazer; ou os DVDs tirados da caixa perfeitamente alinhados no chão da sala (isto quando não os usa como esfregona no chão que, por acaso, até é anti-derrapante de tão rugoso que é); ou as gavetas da secretária do pai João abertas para experimentar canetas e tesouras, além da suprema sensação de ouvir o som que fazem as caixinhas de pioneses e alfinetes quando são abanadas...
     
    
Já dei uma ideia do caos que se instalou, não já?
   

Grão a grão, cresce o filhote!

A partir deste fim-de-semana, acabaram-se as sopas com peixe ou carne semi-misturada e demos as boas-vindas ao 2º prato.
Nos dois dias, comeu a sopa, ainda diferente da nossa, e de seguida o que nós estivessemos a comer.
     
Os pedacinhos bem pequeninos no seu prato (lombinhos de peixe com arroz e dourada com batata cozida, entre outras especialidades) foram comidos à colher e à mão, conforme lhe foi dando jeito.
Sempre com uma Ginja gulosa por perto, atenta a todo e qualquer deslize, muito feliz pela sorte de poder lamber alimentos que nunca costuma provar e que iam caindo no chão.
        
Só ainda não cedeu completamente à ideia de comer sozinho.
Com a sopa, respondeu com sonoros Não!s a todos os incentivos e insistências do pai João, que acabou por lhe dar normalmente a comida à boca.
Já com a papa e com o iogurte tivemos melhor sorte.
   
     
            
Filhote, é nisto que dão as conversas entre os papás e as educadoras da creche. Na 6ª feira, ficámos a saber que lá, além de comer pela própria mão há imenso tempo, também come o 2º prato à parte da sopa. 
    
Quer isto dizer que andam elas lá na creche a educar tão bem o filhote e nós em casa a estragar?
         

As birras...

... vão-se sucedendo quase todos os dias, mais ou menos prolongadas, com maior ou menor gravidade.
    
Continua sem obter reacção nenhuma da nossa parte, mesmo quando numa loja se deita no chão a chorar por um colo que lhe nego durante 30 segundos, por ter as mãos demasiado ocupadas a guardar a carteira e o que comprei na mala.
   
Continuamos a ignorar-lhe os gritos, a fingir que ele tem um sorriso na boca que, afinal de contas, chora bem alto.
     
Recusamo-nos a ceder, mas também vivemos a incerteza sobre se será esta a melhor forma de agir nestas alturas... Pelo menos, é o que nos parece correcto...
     
Afinal de contas, os tremeliques, o choro compulsivo, os guinchos e o corpo de gelatina que parece ganhar nestas alturas, acabam por se dissipar por artes mágicas quando mudamos de ambiente ou quando se distrai com outra coisa qualquer.
   
Cá estamos à espera que vão aparecendo menos vezes...
             

Amiguinho

Desde muito cedo que o começou a seguir e a querer imitar.
Comeu a primeira bolacha porque o viu com uma na boca e, sempre que está com ele, anda atrás dele o tempo todo (em contacto físico de preferência) tentando fazer tudo como ele.
 
Conhece-lhe o nome só de ouvido, reconhece-o nos nossos álbuns de fotografias e os olhitos até brilham quando se fala nele. Aliás, ainda antes de eu acreditar que ele seria capaz de o fazer, já o filhote chamava por ele. Tiiiim!
      
Tão gira esta primeira amizade do filhote!
     
Hoje juntámo-nos todos e fomos até Belém.
Já chegámos tarde (que sestas complicadas!) e as voltinhas de triciclo e carrinho foram diminutas, mas bem divertidas.
Seguimos para os pastéis, onde o filhote se lambeu com o creme do pastel comido à colher, no meio das risadas com o seu amigo.
   
As brincadeiras, essas foram mais que muitas!
      
                      
E este sobrinho mora nos corações de toda a gente cá em casa.
Até no da Ginja!
     

Já disse...

   
... que ele dá mimos fantásticos, mesmo sem ser a pedido?
Que dá abraços apertados, que me lambuza toda de manhã enquanto o visto na creche e que até dá beijinhos às amigas da mãe?
       
... que ele conhece todas as palavras que lhe dizemos, percebe todas as conversas e faz os recados todos que lhe pedimos?
  
... que anda sempre de livro na mão, que reconhece os objectos em todas as páginas das histórias e que pede que lhe cantemos canções sempre que surge uma palavra que entra numa música que ele conheça?
        
... que diz o Mãaaiiii e o Paaaiiii mais maravilhosos de todo o sempre, mesmo que sejam gritados a meio da noite?
Que lhe adoro ouvir a voz e a entoação?
Que me chama a  meio da noite e que o choro gritado com o meu nome tem um impacto em mim 1000 vezes superior os choramingos normais?
 
... que está sempre a falar, que tem grandes conversas connosco e algumas só com ele, mas das quais não percebemos nada?
   
... que está na fase da experimentação?
Que testa todos os objectos e as suas várias funcionalidades, que testa todos os seus brinquedos nas mais variadas vertentes, que explora as capacidades do seu corpo, a amplitude e consequências dos seus movimentos, que testa todos os limites que lhe impomos e o que acontece quando os excede?
 
... que gosto dele cada vez mais, que cada abraço é memorizado e que cada minuto de brincadeira é aproveitado ao máximo?
     
Se não disse, um dia destes eu digo...