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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Conversas

 Mãe... o Rafael?

  

O Rafael?! Não sei...

(não faço ideia quem é o Rafael)

   

Mas mãe... Onde está o Rafael?

   

Olha filho... deve estar... em casa com a mamã dele...

    

Hum... Não me parece...

 

Apanha todas as conversas e as palavras que usamos, desde o gajo que o pai João chama a um camionista que se atravessa à nossa frente na estrada, até ao melodramático que eu utilizo num relato mais efusivo ao jantar.

    

Interfere em todas as conversas, seja para perguntar coisas que não têm nada a ver, seja para repetir o que dizemos, e muitas vez dá a sua opinião ou diz que tem uma boa ideia! (com o dedo indicador colado ao queixo).

   

Deixámos de contabilizar as cantigas e as lengalengas que aprende na escolinha porque é impossível. São às dezenas e ele canta-as (ou di-las) quase em catadupa, umas a seguir às outras, para nos mostrar ou só para ele mesmo enquanto brinca sozinho. Há algumas que conhecemos, mas outras não e é difícil segui-las porque ainda come algumas palavras das ditas.

  

Já mostra muito sentido de humor em algumas situações e adora fazer-nos as perguntas que lhe costumamos fazer a ele ou dizer-nos uma palavra que ele acha difícil seguido de um agora diz tu! Claro que os nossos sucessos são sempre aprovados por ele com um Espectáculo!, um Boa, mãe! ou um Muito bem, pai!.

    

E já disse que é o primeiro a saltar quando o telefone toca e que não se cala enquanto não o deixamos falar um bocado com quem está do outro lado?

E ele fala mesmo!

    

   

Eu sei que é próprio da idade, que todos devem fazer o mesmo, senão até mais, e tudo isso...

Mas este é meu e por isso quando o ouço com tiradas novas fico de lágrimas nos olhos ou  falha-me a respiração de tanto orgulho.

  

Está lindo, lindo, lindo...

        

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