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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

O parto difícil dos nomes

Da primeira vez  fizemos duas listas gigantescas, uma cor-de-rosa e outra azul, onde se incluíam nomenclaturas fantásticas como Vitória ou Gaspar. E fomos riscando um nome aqui e outro acolá até ao dia em que soubemos que teríamos de optar pelos nomes masculinos.

   

Das hipóteses, lembro-me de Rodrigo, Vasco, Sebastião... e os dois que ficaram até ao fim: Gonçalo ou Vicente.

Passámos os últimos meses sem nos conseguirmos decidir (com uma fase pelo meio em que lhe chamávamos ora Gonçalo, ora Vicente, em semanas alternadas) até que ficou decidido que só depois do bebé nascer é que haveria alguma decisão.

  

É claro que quando ele nasceu, numa quarta-feira à noite, ainda acrescentámos Afonso à dúvida entre Gonçalo ou Vicente, e o filhote recebeu as primeiras visitas na quinta à tarde sem nome definido.

   

Na sexta-feira eu continuava embevecida com o filho, com a facilidade com que tudo tinha decorrido, entretida a observá-lo e a decorá-lo, ocupada com horários de maminhas e trocas de fraldas... e sem a mínima vontade de me preocupar com questões mundanas como a escolha de um nome.

Mas, pressionada pelo pai João (que não estava sob o efeito da epidural como eu) lá tomámos a decisão: Vicente.

   

E é obvio que eu, já tão decidida por natureza, ainda para mais abananada com a anestesia, no sábado de manhã acordei cheia de vontade de lhe chamar Gonçalo.

O pai João já não deixou... E ainda bem!

  

 

     

Desta vez, as primeira listas, a azul e a cor-de-rosa, foram apenas mentais. Cheias de dúvidas e ainda com menos pressas do que da primeira vez. 

 

No dia em que soubemos que vinha aí outro rapaz, a ecografia teve de ser feita em duas partes devido à posição do filhote que não deixava ver a cara nas devidas condições. E, entre a espera pela segunda volta e duas barras de chocolate (para o cachopo se mexer e mudar de posição) fizemos uma lista. Esta lista, que depois ficou reduzida a esta

    

E na verdade, continuaríamos assim, felizes, contentes e sem pressas, com três nomes na calha, até ao dia em que nascesse (ou uns dias depois). 

   

Mas depois há o Simão, que há-de nascer nas próximas semanas, e que confundiu totalmente a cabeça do filhote maior. Se a barriga da S. se pode chamar Simão, a minha também devia poder, porque ele passou a falar no mano Simão.

   

E à quinquagésima vez em que o ouvimos falar no mano Simão, percebemos que a decisão não poderia demorar muito. Que seria impossível esperar até que o mano viesse conhecer o mundo deste lado.

 

E é por isso que o Rodrigo já tem nome, mesmo ainda antes de nascer...

 

Um dia, Rodrigo, agradeces ao mano V!

    

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