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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

23 meses de ti

Tenho escrito pouco sobre as suas conquistas.

A memória, as palavras, o social.

        

Deve ser como todos os outros miúdos da mesma idade, mas eu fico boquiaberta com as situações que ele recorda dias (às vezes meses) depois. Talvez até já pudesse ter demonstrado esta capacidade antes, mas agora que domina cada vez mais as palavras, também explica melhor o que se passa no seu cérebro.

   

E é um espectáculo!

Continua a lembrar-se do miau que estava na chão do cabeleireiro onde no sábado encontrámos a Nana. Fala no Gueu sempre que mexe no brinquedo que ele lhe deu este fim-de-semana. Aliás, os brinquedos e os livros (até os sapatos!) que lhe têm sido oferecidos nos últimos meses trazem a recordação do nome do benfeitor.

Continua-lhe na memória o dia em que a Ginja lhe comeu a plasticina, bem como a primeira vez que usei os novos babetes descartáveis (há meses, claro!) e lhe prendi uns fios de cabelo no autocolante que era para colar à camisola (coisa que demorei a perceber e que, pelos vistos, foi extremamente traumática para ele).

    

Na escolinha, muitos amigos têm feito anos, mas nenhum consegue suplantar o aniversário do Odligo. Foi dos primeiros a fazer anos este ano e a festa, com o bolo à hora do lanche, ficou-lhe gravada. Pode ter um aniversário todos os dias, mas quando se pergunta quem fez anos, os olhos brilham e a resposta é sempre a mesma: Odligo.

   

Descobriu os nomes dos amigos da escolinha e relaciona-os com os pais com quem de vez em quando nos cruzamos, mesmo que não estejam acompanhados pelos filhos.

Conhece os miúdos, os cães e os gatos aqui das redondezas pelo nome e também sabe quem pertence a quem. Fala neles desde que acorda até à hora de deitar e, pelos vistos, também gostam da companhia dele, já que nos vêm bater à porta ao fim-de-semana ou ao fim da tarde, para saber se ele (e a cadela comunitária que temos cá em casa, vulgo Ginja) pode(m) ir brincar para a rua. 

Também não passa um dia sem que se lembre do Tim, da Ança e do Çalo.

      

Usa palavras que não sabemos como aprendeu, repete as que quase lhe soletramos como que para as absorver melhor, usa as palavras todas que sabe e, quando não sabe, explica-se conforme pode e consegue.

Faz frases com várias palavras onde já entram algumas noções temporais e conta episódios que aconteceram ou histórias que sabe. E acompanha-nos nas cantorias de músicas que às vezes nem sabemos que sabe. 

       

Está tão crescido que ele próprio acha que já é gande e já tem dos.

     

Está quase, mas ainda não...

       

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