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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

Da creche... ou da vida para além de nós

   
Não me custa nada aceitar, mas confesso que ainda me causa uma certa estranheza, esta realidade de haver mais do que as nossas vivências, na vida do filhote.
   
É engraçado, embora estranho, vê-lo brincar com a maior naturalidade com os seus amiguinhos da creche, que nós não conhecemos bem, nem tão pouco sabemos o nome de metade deles.
  
Tem imensa piada, embora estranho, vê-lo aos 16 meses, ir em comboio desde a sua sala até ao refeitório (uma escassa meia dúzia de passos) com os outros meninos.
Todos em fila, agarradinhos ao bibes uns dos outros, dominando perfeitamente um espaço que não é o nosso, numa rotina que não foi incutida por nós.
     
E é surpreendente, embora estranho, descobrir que sabe fazer todos os gestos de uma canção que hoje por acaso lhe cantei, mas para a qual nunca lhe ensinei mímica alguma.
E quando lha cantei, com as mãos ocupadas com um iogurte e uma colher, nem sequer o incentivei a fazer fosse o que fosse.
Estranhei o movimento de braços e mãos, mas quando uma auxiliar entrou na sala e nos viu, a mim a cantar (não, não tenho vergonha nenhuma, mesmo cantando pior que sei lá o quê) e a ele a fazer os gestos, fez exactamente os mesmos movimentos que o filhote e eu percebi de onde vinha toda aquela sabedoria.
   
Fica então registado que o filhote, sabe perfeitamente acompanhar com gestos a canção do Coelhinho.
         
De olhos vermelhos
E pêlo branquinho
Dou saltos bem altos
Eu sou um coelhinho.
      
Comi uma cenoura
Com casca e tudo
Ela era tão  grande
Que fiquei um barrigudo
        
Dou saltos para a frente
Dou saltos para trás
Eu sou um coelhinho
Que de tudo sou capaz!
                 
E não fomos nós que o ensinámos...
    
Posso babar?
O meu menino está tão crescido!!
   

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