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pai João e mãe Sofia

pai João e mãe Sofia

20
Mar17

Quando um projeto de ciências nos ensina mais qualquer coisa

mãe Sofia

O mais crescido fez, para um concurso da escola, um projeto de ciências megalómano que envolvia plantas, terra com minhocas, um garrafão, água e peixes. Sim, dois peixes de água fria. Vivinhos da silva.

O projeto foi para a escola. O projeto voltou da escola na sexta-feira.

Saímos do edifício, entramos no carro e acomodo o garrafão (plantas, minhocas, água e peixes) entre os pés do crescido, sentado mesmo ao meu lado. Faz força com os pés e com as pernas para isso não se virar com as curvas.

  

Dois minutos depois, travo numa descida e plofffff... Tudo despejado. Litros de água, pedrinhas de aquário e um dos peixes a arfar no tapete do carro. Travão de mão, saio do carro e dou a volta para chegar ao desastre.

O crescido, estático, mãos no ar, Ahhhhhhhhhh!!!!!!!!

Eu, aflita, a combater o nojo de pegar no peixe, o peixe a escorregar-me por entre os dedos e a estatelar-se de novo no chão do carro.

O crescido, estático, mãos no ar, Ahhhhhhhhhh!!!!!!!!

A voltar a pegar-lhe e a, literalmente, atirá-lo para dentro do garrafão. 1 cm de altura de água no garrafão e o outro peixe lá encolhido, num cantinho, a tentar respirar.

O crescido, estático, mãos no ar, Ahhhhhhhhhh!!!!!!!!

Dou voltas ao cérebro. Pensa, Sofia. Pensa, Sofia.

Tens água na mochila?   

Para a gritaria. Sim, tenho. Corro para a mala do carro. Não, afinal não tenho. Buáááááááááááá! Larga num pranto. Desistiu.

   

Berro-lhe, mesmo cá de dentro. Para de chorar, já!! É altura de pensar, não é de chorar! Para!  

Dou voltas ao cérebro. Pensa, Sofia. Pensa, Sofia.

Ao fundo reparo numa bomba de gasolina. Deixo o carro a trabalhar e a criança fora do carro, com metade do garrafão com terra e minhocas e plantas na mão.

Corri e salvei os peixes com água da mangueira da bomba de gasolina. Com a ajuda de um senhor.

            

Entrámos no carro. O miúdo branco, eu com o coração a mil. 

Lição de vida para o cachopo: em situação de crise, não se chora, não se desiste. Pensa-se e arranjam-se soluções.

       

E os peixes continuam vivos até hoje!

    

20
Mar17

A mãe tem de aprender a relativizar

mãe Sofia

Ontem à noite, coisa única e rara, o crescido queixou-se. Amanhã não quero ir à escola... Por favor... Detesto aquela aula de HGP! Vá lá, mãe, não quero ir...

Conversei, relativizei, confortei. Ouvi e fiz ver que, perante todas as coisas boas que iam acontecer durante o dia, aquela aula de HGP era uma migalha.

   

Mas... como sou mariquinhas pé-de-salsa, a coisa ficou a moer-me. Seria mesmo pouca vontade de ter aquela aula? Seria outra coisa? Estaria desconfortável com alguma coisa? Com alguém? As cabeças das mães não param nunca...

À hora do almoço, mandei-lhe uma mensagem fofinha. Duas horas depois, outra. Uma hora depois tenho uma resposta.

    

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04
Mar17

Fotografia em palavras

mãe Sofia

São duas da manhã, estamos os três - eu e os miúdos - a sorrir no espelho do elevador. 

     

Viemos do jantar de aniversário do Martim. Comida, conversas, gargalhadas, desabafos e exemplos de vida com uma família que vai sendo também um pouco nossa. Os miúdos conversaram, jogaram PlayStation e tablet, jogaram xadrez. Os mais novos já dormiam, o afilhado na cama, o mini no sofá da sala, enrolado numa manta que foi buscar quando sentiu o sono a chegar. Recebemos um convite de casamento inesperado. Estivemos com amigos-família e temos o coração cheio.

    

12 anos de sobrinho do coração. E às duas da manhã, estacionei o carro muito longe da porta de casa. Os dois filhos adormecidos e choviam gatos e cães. Acordei o crescido e pus-lhe um chapéu de chuva na mão. Saiu do carro e seguiu pelo passeio, vários passos dados no sentido contrário da porta do prédio, até se ter dado conta do erro e dado meia-volta. O mini pendurado em mim. Braços e pernas apertados à volta do meu corpo, que as minhas mãos estão ocupadas com malas, sacos e o chapéu de chuva. 

    

Estamos os três, às duas da manhã, a sorrir no espelho de elevador. Tantos andares para cima. Apanhámos o ar fresco da noite e uns pingos rebeldes na cara. Estamos cansados, mas acordados. Estamos felizes e rimos os três porque temos a sorte de ter estado com amigos-família. Temos o pai a trabalhar e a voltar dali a pouco, a cadela a passar o fim de semana nos avós, mas temos a fortuna de nos termos uns aos outros. E sorrimos. E como é tarde e estamos para lá de cansados, dizemos disparates. E como dizemos disparates, rimos no elevador e fazemos chiu porque são duas da manhã. 

    

E quando os meus olhos batem no espelho do elevador, levo a mão ao bolso para pegar no telemóvel e tirar uma fotografia. Porque são duas da manhã, mas temos energia para rir e para estarmos bem-dispostos. Só que percebo que a imagem que vai ficar gravada, apesar de sermos nós a sorrirmos, não vai traduzir de maneira nenhuma o nosso estado de espírito. O meu, na verdade, que sou eu que quero agarrar este momento.

   

Largo o telemóvel, inspiro fundo e tiro uma fotografia com os olhos e com o coração. Estas mil palavras valem mais do que uma simples imagem.

    

     

 

21
Fev17

O agora

mãe Sofia

   

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Todos os dias à noite, quando os vejo a dormir e lhes dou um beijo de boa noite, penso sempre que já passou mais um dia. Que os tenho assim pequenos menos um dia.

8 e 10 anos. Para onde foram estes dias todos que já passaram?

 

E, inevitavelmente, num exercício mental de balanço antes de adormecer, pergunto-me sempre se soube aproveitar bem os bocados em que estivemos juntos.

     

20
Out15

Só para memória futura

mãe Sofia

Entro no blog, volto a ler o post e há em mim um sentimento de ambiguidade.

  

Por um lado, ele tem razão. Ele tem muitas vezes razão. E embora gostem de ir à escola, desde pequenos que, havendo escolha, preferem não ir. Que contam os dias até ao fim de semana. Até às férias seguintes.

   

Por outro lado, comparativamente à esmagadora maioria dos miúdos do país, são uns sortudos.

Desde sempre que só vão à escola nos dias em que temos mesmo de trabalhar e que só lá estão as horas estritamente necessárias. O crescido, até fazer 4 anos, só foi à escola de manhã. O mini durante 2 anos só foi de manhã e até aos 5 anos até às 15h30.

Mesmo este ano, o mini sai da escola às 16h. 95% dos miúdos da escola dele ficam até às 17h30, pelo menos.

O crescido sai às 17h. Podia ficar na escola mais 2 ou 3 horas, em atividades e clubes, mas não fica.

 

Vêm sempre embora, para casa ou para atividades connosco.

       

Portanto, o crescido não deixa de ter razão. São muitas horas na escola. Por outro lado, fazemos o pino para que lá fiquem o menos tempo possível. E temos sempre conseguido...

    

03
Mai15

Dia da Mãe

mãe Sofia

Um dia farrusco, mas delicioso, passado a fazer o que mais gosto, com quem mais gosto.

                 

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Fomos ao Museu Nacional de Arte Antiga ver a Custódia de Belém (protagonista no livro que lemos durante as férias da Páscoa), almoçámos em Belém com os avós e seguimos para o Museu de Marinha e a Torre de Belém.

      

 

     

 

02
Mai15

Finais felizes

mãe Sofia

Por mais respostas tortas que dêem e birras que façam; por mais emoções que um dia tenha, mesmo numa sucessão de dias frustrantes; por mais que sofra por antecipação com o sentir dos dias a escorrerem-me por entre os dedos das mãos e já com tantas saudades de os ver sempre pequenos... tudo acaba bem quando um filho pequeno adormece enroscado em mim no sofá da sala e um filho crescido adormece com festinhas nas costas, depois de pedir para se deitar um bocadinho na minha cama.

10
Abr14

Podemos sempre contar com o apoio dos filhos, não é?

mãe Sofia

 

 

 

 

        

A minha sogra deu-nos uma máquina de costura velhinha há para aí uns 10 anos. Eu já a tinha tentado pôr a funcionar, mas nunca consegui. Ontem, ela e a bisavó vieram passar o dia cá a casa e aproveitámos a ocasião para ela me explicar como trabalhar com a máquina.

    

Eu fiquei entusiasmada e apesar de já ter andado a ver de projetos de costura para beginners, hoje vi a minha primeira oportunidade.

(Não se deixem enganar, apesar da boa vontade, eu mal sei pregar um botão.)

   

Depois do banho, o crescido vestia o pijama e reparei que tinha as calças descosidas.

  

Eu - Não te preocupes! A mãe agora já sabe trabalhar com a máquina, posso estrear-me com as tuas calças.

    

Crescido - Hum... Não sei... Eu achava melhor treinares primeiro com outra coisa...

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07
Out13

279 / 365

mãe Sofia

      

Juro que ainda tentei acompanhar (santa ingenuidade!). Que nas primeiras notas que ele aprendeu eu sabia onde se punham os dedos e que andei a tentar ler pautas (notas contadas a partir da clave de sol!) e a escrever por baixo as notas musicais correspondentes, com informações sobre a parte do arco que tocava cada uma das notas. 

   

Mas, apesar de continuar a assistir a todas as aulas e a ajudá-lo a treinar em casa, sou tão desajeitada para a música que fui ultrapassada com uma pinta dos diabos e estou, neste momento, a anos luz dele.

Mesmo que o quisesse ajudar mais, não faço ideia como e onde se põem dedos para tocar notas (a ele, basta dizerem-lhe que nota deve tocar e sabe automaticamente onde se toca) e já desisti das pautas. Rabisco notas de músicas novas em papéis ou no telemóvel, mas só tenho de lhe ler notas (mas leio mesmo, em letras, que de memória baralho as músicas todas umas com as outras) quando muito raramente se esquece de alguma.

      

   

És fantástico, miúdo!!!

    

    

(Hoje foi dia de aula.

Vamos a meio do Moto Perpetuo e o corretor ortográfico do meu telemóvel insiste em alterar tudo o que é para . E eu deixo...)

        

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